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Eu posso ter vários defeitos. Posso ser teimosa, chata, irritante e esse tipo de coisa. Mas se tem uma coisa que eu não consigo, é ser falsa. Eu simplesmente não consigo entender qual é a lógica de fingir, de iludir. Porra, se coloca no lugar da outra pessoa. Eu nunca vou dizer que sinto alguma coisa sem sentir, isso é tão, sei lá, frio e errado. Se eu te disser que eu te amo, eu amo mesmo. Não sou dessas que sai por aí dizendo eu te amo pra todo mundo, nem eu te odeio. Porque são palavras que tem um peso tão grande e é tão difícil descobrir que depois era tudo mentira, que aquela pessoa não te amava, não se importava. É muito difícil chorar sozinha depois, dizer que está tudo bem quando não tem nada bem, quando seu mundo está desmoronando. Eu não entendo, de verdade, como uma pessoa pode ser tão ruim a ponto de querer magoar outra pessoa, não entendo como alguém pode conseguir fazer isso de propósito. Acho que quem faz isso já foi atingido e acha que de algum jeito vai se vingar. Mas pensa antes, você pode ter se tornado tudo para aquela pessoa então não magoa ela não. Porque vai ser difícil, mas essa pessoa vai superar, afinal ela não tem outra opção não é? E aí, quem vai ficar mal, quem vai se ver sozinho é você.
Laura Almeida  (via capacitadora)

(Source: ir-radiar)

Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu aguentei besteiras. Aguentei tudo. Juntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina.
Tati Bernardi  (via justspewingvenom)

(Source: meninadevenenos)

Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. De alterar o trajeto para apressar encontros. Medo de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Você tem medo de se apaixonar. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo de que ele não precise de você. Medo de que não queira reparti-lo com mais ninguém. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir.
Fabrício Carpinejar.  (via justspewingvenom)

(Source: que-seja-leve)

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